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terça-feira, 3 de junho de 2014

“Portugal Sou Eu” surpreende Rolling Stones com Vinho do Porto, colheita 1962

Foto Divulgação Local.PT
LISBOA – O “Portugal Sou Eu”, em parceria com o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), ofereceu aos Rolling Stones, durante o concerto da passada quinta-feira no Rock in Rio, uma garrafa de vinho do Porto, colheita de 1962 da Niepoort, o mesmo ano em que foi fundada a mítica banda de rock.

Mick Jagger, o incontornável vocalista do grupo, mostrou-se surpreso e sensibilizado no momento em que recebeu esta oferta tendo referido que “ficou encantado” com a valiosa recordação.

Para o Presidente do IVDP, Manuel Cabral, “o Porto colheita é um vinho premium de grande qualidade. É, antes de mais, um vinho do Porto, um produto com Denominação de Origem Protegida (DOP) que se distingue de todos os outros vinhos pelas suas caraterísticas singulares. Este, em particular, é um vinho do Porto colheita de 1962, o ano em que nasceu uma das mais importantes bandas de Rock de sempre, que marcou pelo menos três gerações. Quisemos registar este acontecimento no evento único que é o Rock in Rio e que mobiliza milhares de portugueses de várias gerações. O melhor vinho do mundo para a melhor banda de Rock do mundo.”

Desde 25 de maio, primeiro dia do evento, que o “Portugal Sou Eu” esteve presente no Rock in Rio Lisboa com o objetivo de promover a oferta nacional e sensibilizar os consumidores para a importância sócio económica de uma escolha informada dos produtos que geram valor acrescentado em Portugal.

Durante este mega evento, foram desenvolvidas várias ações junto do grande público sensibilizando-o para os propósitos da iniciativa e convidando-o a participar em selfies e passatempos divertidos, que contribuem para a disseminação do conceito de valorização da oferta nacional e da marca “Portugal Sou Eu”.

Todos os artistas que participaram no Rock in Rio receberam, nos seus camarins, cabazes “Portugal Sou Eu” com produtos inovadores, que conferem um apontamento de distinção e notoriedade à industria de alimentação nacional.

Sobre o “Portugal Sou Eu”

O programa “Portugal Sou Eu” foi lançado em Dezembro de 2012 pelo Governo de Portugal para melhorar a competitividade das empresas portuguesas, promover o equilíbrio da balança comercial, combater o desemprego e contribuir para o crescimento sustentado da economia.

São já várias as figuras públicas de diversos quadrantes da sociedade portuguesa que aceitaram o convite do Ministério da Economia para serem Embaixadoras do “Portugal sou Eu”, contribuindo com os seus testemunhos e presença em eventos para a importância dos objetivos económicos e sociais deste programa: Carlos Coelho, Carolina Piteira, Cláudia Vieira, Cristina Ferreira, Cuca Roseta, Fernanda Freitas, Fernando Gomes, Henrique Sá Pessoa, João Manzarra, Júlio Magalhães, Justa Nobre, Luís Buchinho e Luís Onofre.

Até ao momento estão qualificados com o selo “Portugal Sou Eu” mais de 1.800 produtos que, no seu conjunto, representam um volume de negócios agregado superior a mil milhões de euros. A grande maioria dos produtos tem patentes e/ou marcas registadas e 76 por cento integra o setor alimentar. No portal estão registadas mais de 900 empresas nacionais, cujos produtos estão em processo de qualificação.

O projeto tem financiamento do programa Compete e é gerido por um órgão operacional, formado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, IP, a quem compete coordenar este mesmo órgão.


Fonte: http://local.pt
Foto Local. PT


terça-feira, 27 de maio de 2014

Nova Zelândia aposta em vinhos para atrair visitante

Villa Maria, em Auckland, é uma das três maiores vinícolas do país
Foto Divulgação
AUCKLAND – Com uma exportação de vinhos que cresce cerca de 25% a cada ano, a Nova Zelândia aposta também em suas mais de 500 vinícolas para atrair visitantes internacionais. Para isso, a Associação de Vinícolas da Nova Zelândia assinou parceria com a Air New Zealand, companhia aérea nacional que atua como embaixadora do país internacionalmente, para promover o país como destino também no segmento vinícola. A parceria focará a promoção das vinícolas neo-zelandesas nos mercados norte-americano e asiático, não apenas nos voos da Air New Zealand mas também em eventos para trade e consumidores nos Estados Unidos, Canadá e China. “Nos últimos cinco anos mais de um milhão de visitantes internacionais conheceram nossas vinícolas e vinhedos, enquanto muitos outros em todo o mundo puderam experimentar nosso excelente vinho”, disse o CEO da Air New Zealand, Chritopher Luxon.

O presidente da Associação de Vinícolas do país, Philip Gregan, comemorou a parceria e destacou que os turistas motivados pela apreciação de vinhos gastam, em média, três vezes mais que o turista internacional médio em visita à Nova Zelândia. “A parceria com a Air New Zealand será benéfica tanto para atrair mais visitantes para o país quanto para apoiar a exportação de nossos vinhos internacionalmente. Acreditamos que será vantajosa tanto para a Air New Zealand quanto para a indústria vinícola, reforçando a marca de nosso país no Exterior”, analisou Gregan.

A Nova Zelândia tem dez principais regiões produtoras de vinhos, nas ilhas Norte e Sul, sendo reconhecida internacionalmente pela produção de sauvignon blanc, pinoir noir e pinor gris. A produção de vinhos emprega cerca de 16,5 mil pessoas no país e movimenta aproximadamente NZ$ 1,5 bilhão ao ano (NZ$ 1 = US$ 0,98). Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos são os três principais importadores do vinho da Nova Zelândia.


Fonte: http://www.panrotas.com.br


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Vinho do Porto aposta em Barmen profissionais

Vinho do Porto aposta em Barmen profissionais. A ação de formação decorre no âmbito do concurso Barman do Ano 2014.

Foto Divulgação
O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) recebe hoje, 26 de maio, os 15 finalistas do concurso Barman do Ano 2014, organizado pela INTER| Edições do Gosto. Enquanto parceiro da iniciativa e membro do júri, o Instituto vai, durante dois dias, proporcionar formação aos concorrentes para que possam prestar um serviço perfeito de vinho do Porto e descobrir as potencialidades deste néctar para a elaboração de cocktails inovadores.

De acordo com o presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, “dar formação em vinho do Porto aos nossos barmen profissionais vai permitir uma maior aproximação ao turismo de qualidade. O objetivo é conferir mais valor e inovação ao serviço de vinho do Porto prestado por estes profissionais. Uma estratégia ainda pouco explorada pela área dos vinhos”, conclui.

Depois de uma visita IVDP no Porto, os participantes seguem para o Museu do Douro (Régua) onde, entre as 16h00 e as 18h00, vão estar num seminário em que o Instituto falará sobre o vinho do Porto e a Região Demarcada do Douro e uma empresa da região dará a sua perspetiva sobre o serviço de vinho do Porto em bares e sobre cocktails com vinho do Porto.

No dia seguinte, 27 de maio, regressam ao Porto para uma visita e masterclass de cocktails de vinho do Porto no Espaço Gran Cruz, às 12h00.

Sobre o Concurso Barman do Ano

O Concurso Nacional de Barman do Ano é organizado pela INTER| Edições do Gosto e visa promover o bar, sendo o seu contributo orientado para a valorização do serviço profissional em Portugal. Decorre em quatro fases: apuramento, apresentação de finalistas, ações de formação e final nacional. O júri do concurso é composto por profissionais de reconhecido mérito, nacional e internacional.



26 de Maio de 2014



domingo, 25 de maio de 2014

Os ‘super-heróis’ que estão salvando vinhos de Madri

Jiménez-Landi e García criaram vinícola com o objetivo de resgatar vinhos na Serra de Gredos, na Espanha
Foto Divulgação
Comando G era um dos desenhos animados mais populares na Espanha durante os anos 80. Contava as aventuras de cinco jovens que defendiam a Terra das ameaças do espaço sideral.
Fãs da série, os enólogos Daniel Jiménez-Landi, de 36 anos, e Fernando García, de 34, cresceram sonhando em lutar contra monstros. Hoje, usando o nome do seu desenho favorito, eles viraram uma espécie de super-heróis da vida real.

Mas em vez de proteger o planeta, eles têm uma missão muito diferente: salvar vinhedos históricos à beira da extinção e, de quebra, produzir um dos melhores vinhos da Espanha, injetando vida nova na economia local por meio de uma agricultura ecológica e sustentável.
Comando G é o nome da pequena vinícola criada por Jiménez-Landi e García em 2008, dedicada a resgatar vinhedos antigos na Serra de Gredos, a 75 quilômetros de Madri.
O projeto levou a uma valorização de 600% no preço do quilo da uva plantada em uma região que, durante mais de 300 anos, entre os séculos 15 e 18, produziu os melhores vinhos que abasteciam a corte espanhola, mas que havia entrado em decadência, perdido a tradição de vinhos de qualidade e quase viu a uva desaparecer.
"Calculamos que aproximadamente 90% das vinhas de Gredos foram destruídas. É um cenário desolador", lamenta Jiménez-Landi, apontando para o vale que um dia serviu de inspiração para Francisco de Goya pintar La Vendimia, mas onde hoje não se vê uma parreira sequer em quilômetros de antigas plantações em terraços.

Vinhas centenárias

Segundo o conselho regulador dos vinhos de Madri, a região da Serra de Gredos chegou a colher cerca de 4 mil toneladas de uvas no fim dos anos 70. Hoje não chega a 300 toneladas.
"A chegada da bolha especulativa imobiliária ao país nos anos 90 levou quase todos os agricultores da região a abandonar o campo para trabalhar na construção", explica Fernando García, ex-colega de Landi na faculdade de enologia.

Atraídos pelas histórias que ouviam das vinhas de uva grenache centenárias e de grande altitude, há cerca de dez anos os dois começaram a explorar a serra e voltaram a produzir vinhos finos na mesma região que era citada em diversas obras de Miguel de Cervantes pela qualidade de seus produtos. Mas que tinha perdido a tradição de vinhos de qualidade e produzia apenas vinho de mesa para ser vendido a granel.

O segredo, segundo eles, está na forma de tratar a terra, respeitando a variedade autóctone e aplicando agricultura biodinâmica. Trabalham o campo sem fertilizantes, produtos químicos ou maquinaria, arando com a ajuda de burros ou cavalos.

Na elaboração dos vinhos, utilizam uma técnica ancestral de fermentação em grandes barris de carvalho francês, sem qualquer aparelho mecânico ou adição de leveduras artificiais.
Aproveitam a grande altitude, com vinhedos entre 700 e 1.250 metros, o que proporciona frescor e finura ao vinho, mais próximo dos franceses da região da Borgonha do que das tradicionais Rioja e Ribera del Duero.

"Fazem um dos melhores vinhos da Espanha em uma das regiões menos conhecidas do país", afirma a crítica britânica Jancis Robinson, conselheira de vinhos da Rainha Elizabeth 2ª.

"São os enólogos mais vibrantes da Espanha e produzem vinhos deslumbrantes, verdadeiras estrelas", diz o americano Robert Parker, um dos especialistas mais influentes o mundo. O Guia Peñín, maior referência do ramo no país, define os vinhos como "excepcionais".

'Garotos do terroir'

Landi e García começaram uma verdadeira revolução no mundo do vinho espanhol. O movimento foi batizado pela imprensa especializada de "Os Garotos do terroir" e já conta com mais de uma centena de jovens enólogos que decidiram abandonar a tecnologia e os padrões industriais para buscar vinhos artesanais nos quatro cantos do país.

Mas foi na própria região da Serra de Gredos que seu impacto foi mais sentido. Graças ao seu trabalho, já existem 15 novas vinícolas e o preço das terras e do quilo da uva vendido se valorizou em mais de 600%. O sucesso levou muitos dos habitantes locais a voltar a se dedicar ao campo, seguindo a mesma filosofia de agricultura ecológica e sustentável do Comando G.

"As cooperativas da região pagam apenas 0,20 euro pelo quilo da uva enquanto os novos enólogos pagam quase 1,50 euro", explica Jesus Prieto, de 56 anos, um dos poucos negociantes de uvas de Gredos que sobreviveu aos tempos de vacas magras.

"Vivemos uma época de desemprego altíssimo e a viticultura passou a ser uma alternativa viável de sobrevivência para os jovens daqui que não tinham trabalho", conta.

Aos poucos, as antigas paisagens retratadas por Goya e Cervantes vão voltando a ser vistas em pequenas amostras. Vinhedos que florescem em terra fértil, cheios de vida e de esperança para os moradores da região.

Fernando Kallás
De Madri, para a BBC Brasil
Atualizado em  25 de maio, 2014


Fonte: http://www.bbc.co.uk



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