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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Vinho é café da manhã e almoço para argentino que dorme em praia no Rio

Argentinos dormem nas areias após vitória sobre a Bósnia, no Maracanã.
Conterrâneo se mostrou familiarizado com o país e cantou Zeca Pagodinho.

Do G1 Rio

Logo após acordar, argentino bebe vinho tinto em
Copacabana (Foto: Reprodução / TV Globo)

Os coqueiros das praias de Copacabana, Leme e Ipanema, na Zona Sul do Rio, são o teto de dezenas de argentinos que se "hospedaram" nas areias cariocas. Sem abrigo e muitas vezes com pouco dinheiro no bolso, a torcida pelo país (que derrotou a Bósnia por 2 a 1 no domingo no Maracanã) é o principal combustível para a animação. Mas não só isto.

Embalado pelos três pontos, um jovem revelou ao Jornal Hoje desta segunda-feira (16) o segredo para as comemorações: vinho tinto. Questionado por que já bebia de manhã, ele respondeu, bem-humorado: "Café da manhã". E qual vai ser o almoço? "Vinho tinto", disse o jovem.

Já acostumados à Cidade Maravilhosa, os argentinos mostram que também se habituaram à cultura local. Um dos argentinos que veio ao Brasil se arriscou cantando Zeca Pagodinho.


16/06/2014 
Veja a matéria e assista ao vídeo:
http://g1.globo.com






terça-feira, 20 de maio de 2014

Para que serve um Sommelier?

Muitas pessoas me perguntam para que serve um sommelier ou o que faz um sommelier. Encontrei um texto na internet que resume muito bem o serviço desse profissional. Vale a pena ler e assim tirar todas as dúvidas que aparecem.


Dessa vez, Soninha conta o que faz um sommelier de verdade. E analisa se esse serviço especializado justifica o preço cobrado nos restaurantes.

melier title=É uma pergunta freqüente. Noto que a maioria das amigas leitoras não chegou a conhecer efetivamente um sommelier, mas garçons que se passam por este profissional especializado. As que fizeram contato ficaram intimidadas: o encontro aconteceu em restaurantes superchiques, em ambientes sufocadamente formais, onde o sommelier se apresentava com um uniforme diferente, parecendo um pingüim e com um colar estranho pendurado no pescoço, segurando uma espécie de xícara rasa. Ficaram inibidas. Outra observação é talvez a mais comum: porque todo o lugar que tem um sommelier o vinho é sempre muito caro?

Essas minhas amigas não estão sozinhas. Outro dia mesmo o colunista de vinhos inglês Stuart Walton escreveu um artigo (“The role of the sommelier”) sobre o papel do sommelier, como diz o título. Suas conclusões não são muito simpáticas à profissão. A matéria foi publicada no site de vinhos de outro inglês, Tom Cannavan, e tem gerado muitos protestos, principalmente de sommeliers de toda a parte do mundo.

Em resumo, Walton relata acidamente seus desapontamentos com sommeliers em ocasiões várias, quando ora foi levado a pagar sempre mais pelo vinho, ora em que a escolha do profissional teria sido errada, ora pelo que interpretou como excesso de arrogância do garçom especializado (ou que se dizia especializado), e com aqueles que tiveram a petulância de contradizê-lo em seus pedidos… E erraram: o vinho escolhido não combinou com o prato selecionado pelo colunista. Como alguém vai me contradizer, deve ter pensado.

Acho que podemos dirigir esse tipo de reclamação a quase todas as profissões, dos médicos aos garis. Você entregaria um Boeing de última geração, que vale milhares e milhares de dólares a um piloto novato, que não tivesse horas e horas de experiências em vôo, que não tivesse passado por centenas de cursos e testes? Claro que não! Você entregaria uma adega com milhares de vinhos, onde você investiu uma fortuna, a um garçom inexperiente, que mal sabe preencher uma comanda? Também não!

Não precisamos nem lembrar que em qualquer profissão os acidentes de percurso acontecem: o ovo frito que queimou, o avião que teve um pouso desastrado, o vinho que estava estragado. O cozinheiro, o piloto, o sommelier são os responsáveis? Raramente. Os fatos são reais, acontecem sempre. Mas as críticas se tornam superficiais por falta de perspectiva. Em primeiro lugar, vamos começar a entender o que é, realmente, um sommelier.

O que é um sommelier?

Para simplificar, o sommelier é o garçom do vinho. Apenas isso. E tudo isso. É a pessoa que no restaurante terá um conhecimento extra sobre vinhos, como servi-los, como melhor combiná-los com os pratos do cardápio. Em grande parte dos restaurantes, é a pessoa responsável pela adega da casa (o que compreende a perfeita conservação das bebidas), pela seleção e compra de vinhos da casa, controlando a carta de comum acordo com o chef (os vinhos combinando com os estilos de pratos oferecidos num determinado dia, semana ou mês). É um profissional mais comum em restaurantes finos, em particular na Europa. Os restaurantes são como os automóveis: tem os tipo Fusca e os Mercedes. Você vai a qualquer lugar com os dois, mas no Mercedes será sempre mais caro até pela quantidade de tecnologia e conforto colocada dentro dele.

Em alguns restaurantes (do calibre de um Taillevent, de um Tour d’Argent, em Paris), o sommelier efetivamente tem um uniforme diferente e leva ao pescoço a marca registrada da sua profissão, o tastevin, um pequeno copo raso de metal, utilizado, como o seu nome indica, para a prova do vinho antes que seja bebido pelos clientes. O tastevin (chamado de “tamboladeira” em Portugal) é um justo símbolo da antiga profissão do sommelier. O primeiro que se tem notícia foi encontrado na Inglaterra e data de 1400.

Sommelier, segundo o Le Robert, Dicitionnaire Historique de la Langue Française, é uma palavra que, no francês antigo, designava o condutor da “bête de somme”, da besta de carga. Isso pelos idos de 1200. Cem anos depois, a palavra começou a designar o funcionário responsável pelo transporte das bagagens nas viagens da Corte. Em seguida, pela pessoa que cuidava das roupas de cama, das baixelas, das provisões e da cave de vinhos. A partir de 1690, o sommelier era, na Corte francesa, o funcionário que preparava o serviço de mesa e de vinho.

No livro “Tradição, conhecimento e prática dos vinhos”, de Danio Braga e Célio Alzer (José Olympio Editora, ISBN 85-03-00749-5) – ambos fundadores da Associação Brasileira de Sommeliers, verificamos que o sommelier existe até há mais tempo. Vamos encontrá-lo entre assírios e babilônios, entre faraós. Os gregos os chamavam ora de “arconte” ora de “simposiarca”, administrando os “simpósios”, as reuniões onde a degustação de vinhos era o ponto alto. Na Roma imperial era o “Rex bibendi”. Um edital do duque de Savóia, de 1760, se refere a ele como o “Somegliere di bocca e di corte”, portando um anel com as iniciais do duque para lacrar os barris.
Formação.

Um sommelier tem de conhecer cada uva em cada garrafa disponível no restaurante. Para isso, estudou, provou, testou, conheceu os vinhos de cada região vinícola do mundo. Vai conseguir isso apenas com muita paciência, tempo e, sobretudo, amor pelos vinhos. Pense que ele vai ter que dissertar sobre uma lista de 100, 150 vinhos, pelo menos, dos que custam 20 reais ao de dois mil dólares a garrafa.

Vai conseguir isso trabalhando em restaurantes e fazendo cursos especializados, que são longos e muitíssimo puxados. Na quase totalidade das vezes vai tirar muito dinheiro do seu próprio bolso para realizar seus estudos, sem nenhum apoio de seus patrões. The Court of Master Sommeliers, talvez o mais famoso curso de sommeliers dos Estados Unidos, formou pouco mais de uma centena de profissionais até hoje. Para ganhar o título de “Meilleur Sommelier du Monde” (Melhor Sommelier do Mundo) é, como diz Jancis Robinson, “habitar um outro mundo”. Contam-se pelos dedos esses profissionais. E olha que o sommelier não pode parar: tem de continuar a testar, a provar, a conhecer novos e mais vinhos, novos e diferentes estilos que estão sempre a pipocar nas prateleiras e adegas. No Brasil, temos a ótima Associação Brasileira de Sommeliers, que recebe em sua maioria amadores, pessoas como você e eu que querem conhecer mais de vinhos. A ABS tem cursos e preços especiais para profissionais, pois sabe que eles não recebem apoio das casas que justamente podem melhorar o serviço e também a imagem.

Conheço um dos seus professores, o Marcos Lima. Ele é também sommelier da Locanda della Mimosa, o restaurante do Danio Braga. Fica no Vale Florido, Fazenda Inglesa, pertinho de Itaipava, RJ – e não muito longe da minha casa, em Secretário. Estamos falando de um dos melhores restaurantes da América do Sul. E de uma das melhores adegas do país, encravada na terra (uma atração obrigatória do Locanda). Já pensou o que é ser sommelier no restaurante de um dos maiores conhecedores de vinho do hemisfério, o Danio Braga, consultor de vinhos de várias empresas, responsável pela adega de companhias aéreas e supermercados? Pode estar certa que tem de ser muito bom, muito dedicado.

Pois o Marcos Lima não se veste como um pingüim. Veste o uniforme comum a todos os seus colegas no salão do Locanda. Na hora do cliente escolher o vinho, só fala se questionado. Normalmente escolho um vinho barato. Se ele acha que minha escolha não combina com o prato, sugere alguns outros rótulos, todos na mesma faixa de preço. Não está ali para avançar o sinal e faturar mais. E sim para ajudar.

Você escolhe o vinho. Se o nome for muito complicado, as listas colocam números diante desses nomes, justamente para facilitar a vida do freguês. Pede o 198. O sommelier vai até a adega e traz o vinho à mesa, ainda fechado, para que você confira o pedido. É preciso atenção aqui, pois de um mesmo rótulo de vinho, podem existir na adega diferentes safras. O 198 era de 1995, um Bordeaux cru bourgeois. Uma vez aprovado, o sommelier removerá a cápsula, a guardará em seu bolso. Em seguida retirará a rolha. Uma vez removida, ela é apresentada ao cliente para inspeção. Não, não precisa cheirá-la: nada nela indicará defeitos no vinho. Mas ela leva registros do produtor, da vinícola, marcas, logos, datas, que podem indicar se o vinho é realmente aquele indicado no rótulo.

Aberta a garrafa, o sommelier provará o vinho numa taça de seu próprio uso. Se aprovar, oferecerá uma prova ao cliente. E em seguida servirá as demais pessoas à mesa, seguindo sempre uma etiqueta: primeiro as mulheres, depois os homens, no sentido horário, a partir do cliente que pediu o vinho. O sommelier decidirá, também, se o vinho escolhido precisa ser resfriado ou esperar um tempo para chegar à temperatura ideal. Terá um balde com gelo à disposição ou um decantador (se o vinho tiver muitos resíduos, o que normalmente acontece com os tintos bem mais maduros).

O restaurante vai cobrar por tudo isso: o profissional e o equipamento. Um sommelier é bem mais caro que um garçom comum. As taças de vinho, normalmente de cristal, são muito caras e constantemente em reposição, pois quebram com facilidade. Uma adega custa muito dinheiro, tempo e energia para ser bem administrada. O nosso sommelier, quando as funções do domingo se encerram no restaurante, vai negociar com fornecedores de bebidas, provar vinhos, reunir-se com o cozinheiro chef e decidir que vinhos manterá no salão e os que deixará na adega para a nova semana de trabalho.

O crítico inglês ou não teve sorte ou nos restaurantes que freqüenta não existem sommeliers de verdade. Apenas garçons que o dono elegeu como responsáveis pelos vinhos, pois levavam um “jeitinho”. Só que mal tem tempo para treiná-los. E o que mais enerva e afasta dos clientes desses restaurantes são os preços que cobram por um serviço mal realizado, quando efetivamente existe. As gordas margens de preço que colocam numa garrafa não justificam a ida ao restaurante. É o preço de um Mercedes por uma volta de Fusca. É assim em todo o mundo. É injusto e a culpa não é dos sommeliers.

Quando tenho a sorte de encontrar um sommelier de verdade pela frente, dou graças. Digo logo quanto estou disposta a gastar e deixo o resto por conta deles. Saio sempre satisfeita. E acho que minhas amigas deviam fazer o mesmo.

Fonte: http://www.bolsademulher.com


segunda-feira, 12 de maio de 2014

O vinho combina com praia?

Não é verão, aliás estamos no começo do inverno, mas aqui em São Paulo, o calor continua e as pessoas não deixam de dar uma esticadinha até as lindas praias do Brasil. Outro dia mesmo, ouvi uma pessoa dizer que ama tomar vinho na praia, então estou colocando aqui uma ótima matéria sobre VINHO, VERÃO e PRAIA.
Vale as dicas!

Foto Divulgação

É POSSÍVEL APRECIAR OS ENCANTOS DO VINHO NOS DIAS QUENTES DO VERÃO?

É verão no hemisfério sul da Terra e, especialmente aqui no Brasil, quase extremo sul da América do Sul, o calor modifica hábitos e costumes que cultivamos durante grande parte do ano. A descontração toma conta das pessoas e a alegria da renovação se multiplica à olhos vistos. É tempo de acumular boas energias para tê-las durante os dias frios que retornarão pedindo muita lã e fogo para aquecer nossas casas e nossas almas.

É claro, as bebidas acompanham estas mudanças de hábitos e, assim como os casacos quentes dão lugar aos tecidos leves (ou até mesmo à roupas quase sem tecidos...), as bebidas escolhidas nesta estação do ano não poderiam deixar de ser as mais leves e refrescantes. E, ao pensar em bebidas refrescantes, em geral a primeira ideia que surge é a das servidas estupidamente geladas como as cervejas, bebidas de um gole só, perfeitas para "matar a sede".

Entretanto, no mundo dos vinhos esta verdade não é absoluta, mesmo por que o vinho não é a bebida adequada para "matar a sede". O vinho é uma bebida mais delicada, ideal para ser servida vagarosamente, apreciada, sentida. Por isso ele jamais deve ser servido "estupidamente gelado", pois desta forma todas suas qualidades desaparecerão e restará só o "gelado" de uma bebida descaracterizada.
Para matar a sede, sugerimos uma boa e puríssima água antes de degustar um vinho e, se for o caso, entre uma taça e outra do vinho.

Por isso, pelo calor da estação, pela vontade de beber bebidas super geladas e para não esquecer de que nós, apreciadores do vinho, temos o dever de honrar e preservar os atributos desta bebida glorificada, resolvemos relembrar aqui algumas dicas para que os apreciadores do vinho não deixem de desfrutar seus encantos, seus aromas e sabores, mesmo nos dias quentes de verão.

Vamos começar falando nos melhores vinhos para esta estação quente e sugerir alguns pratos culinários que harmonizam com estes vinhos, para completar refeições simples e super agradáveis.

Sem dúvida, o melhor vinho para o verão é o branco. Mas existem muitos vinhos brancos e é importante conhecer algo sobre eles para a escolha ficar mais fácil diante das prateleiras.

Os vinhos brancos podem ser Brancos Leves, Brancos Médios e Brancos Aromáticos. Todos eles são indicados para o verão, mas a temperatura ideal para a degustação, em geral, fica entre os 6ºC e os 12ºC, não mais nem menos que isso.

Caso não haja no local uma adega climatizada, a forma mais comum de resfriar os vinhos brancos é  deixá-los na geladeira, mas por um tempo não superior a 2 horas. E, para conservar as temperaturas, o indicado é levar as garrafas ao local de serví-las, literalmente enterradas  no gelo, dentro de um balde apropriado.

Na geladeira, vale observar a localização do ar mais e menos frio.
Na porta interna, a temperatura fica em torno dos 12ºC, nas prateleiras do meio por volta dos 6ºC e bem ao fundo (junto à placa fria) pode ficar pelos 2ºC ou 3ºC.
É possível conferir estas temperaturas com um termômetro comum, lembrando que podem variar de geladeira para geladeira.

Um lembrete importante: Não devemos deixar garrafas de vinho (incluindo vinhos espumantes) guardadas na porta interna da  geladeira por muito tempo, pois os solavancos das aberturas e fechamentos da porta sacudirão o vinho provocando a alteração de suas qualidades e será necessário muitos dias de "descanso" (de preferência da posição horizontal) para que ele restabeleça seu corpo e seus atributos.

Outro lembrete: Evitar colocar Champagne e Espumante no Freezer, ou na parte mais fria da geladeira. Uma vez congelado, ou frio demais, terá a acidez aumentada e perderá totalmente suas qualidades como o aroma, o sabor e as borbulhas, tornando-se um vinho sofrível.

Os vinhos Brancos Leves são vinhos secos, com acidez destacada e levemente frutados. Podem servidos à temperaturas entre os 10ºC e os 12ºC.
Entre eles podemos citar alguns mais conhecidos como os italianos Frascatti, Orvieto e Soave; os franceses Bordeaux Blanc,  Sauvignon Blanc,  Chablis Blanc, os espanhóis Rueda e Rioja Branco, o Vinho Verde português.
Os vinhos rosados podem ser incluídos nesta categoria.

Os vinhos Brancos Leves são ótimos para acompanhar pratos leves e pouco condimentados, como peixes grelhados, frutos do mar sem molhos fortes, camarões ao vapor, saladas de folhas e legumes sem molhos avinagrados, legumes ao vapor regados a azeite de oliva, risotos de alho poró, de abobrinha zucchini, de cogumelos naturais.

Vinhos Brancos Médios ou Suaves são menos secos e menos ácidos que os Brancos Leves, mas não são adocicados nem frutados. São considerados vinhos secos e devem ser servidos à temperaturas entre 8ºC e 10ºC.
Dentre eles temos os franceses Chardonay (a rainha das uvas brancas), Pinot Blanc, Chenin Blanc, Semillon, os italianos Lugana, Gavi, Soave Classico, o espanhol Rioja, os alemães Riesling e Gewrustraminer, . São vinhos de vida curta, por isso não é bom armazená-los por mais de 1 ano e sempre cuidar para comprar sempre os de safra recente, no máximo do ano anterior.

Vinhos Brancos Médios ou Suaves combinam com pratos leves e pouco condimentados, como carnes brancas, peixes, massas, especialmente pratos com molho branco.

Os vinhos Brancos Aromáticos são ótimos como aperitivos e devem ser consumidos jovens, por que têm vida curta. Por isso, ao escolhê-los é bom observar a safra e adquirir os bem recentes, no máximo do ano anterior.
Moscatel, Malvasia, Gewrustraminer, Riesling Itálico, Torrontés, Sauternes, Viogner, Sylvaner, Pinot Gris, estão entre os vinhos Brancos Aromáticos.
Devem ser servidos a temperaturas de 6ºC a 8ºC e,combinam com canapés, petiscos, e pratos leves em geral, como peixes, aves e massas, todos sem molhos fortes.
Também é ótimo para acompanhar sobremesas.
Champagnes e Espumantes podem ser inclídos nesta categoria.

Lembramos que a classificação dos vinhos pode variar entre os autores e entre os especialistas. A que apresentamos hoje pode ser considerada uma compilação de dados recolhidos em diversas publicações, que consideramos bastante para uma conversa simples entre apreciadores do vinho. Mas pode ser contestada.

E agora uma dica muito importante:
- Além dos Champagnes, dos Espumantes e dos vinhos brancos finos elaborados com uvas muito aromáticas ou muito maduras, que devem ser servidos a temperaturas mais baixas, entre 6ºC e 8ºC, lembramos que os vinhos e Espumantes de má qualidade, ou de qualidade duvidosa, devem ser servidos também a temperaturas bem baixas, pois o frio excessivo, além de anular as boas qualidades dos bons vinhos, tem o poder de mascarar os defeitos dos maus vinhos.
Então, na dúvida quanto ao vinho, baixar sua temperatura pode ser uma boa solução!


Com estes lembretes e com a dica importante de hoje, desejamos a todos um bom verão regado a bons e refrescantes vinhos, com muitas boas histórias para contar no amanhã.

Voilà!!!!


Fonte: http://www.espacovinho.com.br


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vinho tinto ou branco?

Foto Divulgação

O jovem e chique casal acaba de sentar-se à mesa de um restaurante tradicional e elegante. Coisa fina, mesmo.

Felizes e apaixonados, resolveram comemorar a data especial em um de seus locais favoritos. Num balé bem ensaiado, o serviço cinco estrelas se faz presente, e vai cumprindo todas as etapas, com primor.
Chega a carta de vinhos. Evidentemente, ela é entregue ao homem. Com muita elegância, ele a apanha e entrega-a à mulher que, sorrindo, dá início ao seu momento favorito: escolher o inesquecível vinho que irão beber.

O sommelier experiente, que já viu de tudo nesta vida, leva um tempo para processar a cena e, quando o faz, não consegue evitar um pensamento: “humm... este cara aí... não sei, não...” Agora, por que as pessoas acham que é o homem quem tem que escolher o vinho, só o deus Bacco sabe.

Matéria da Business Week não deixa dúvidas sobre o equívoco que comete quem, mesmo secretamente, acha que mulher não entende deste riscado: no mercado americano, 60% dos vinhos são comprados por mulheres. Nas degustações, elas superam o número de participantes masculinos. Por aqui não é diferente: pesquisa feita pela Diageo mostra que 65% dos consumidores de vinho no Brasil são mulheres. Segundo a Federação Brasileira de Confrarias, já existem 40 grupos femininos espalhados pelo país.

Na produção, a participação delas também vem crescendo: nos Estados Unidos, já representam 10% dos produtores de vinhos (eram 1% há dez anos!). Na brasileira Salton, a maior vinícola de capital nacional, elas são maioria no laboratório de controle de qualidade.

Sabemos que as mulheres têm o olfato e o paladar mais aguçados do que os homens. Segundo o site especializado Vinhos.net, testes feitos com ressonância magnética comprovaram que as mulheres usam o cérebro com até oito vezes mais intensidade do que eles, quando se dedicam a tarefas de cheirar e degustar.

As cartas de vinhos, no entanto, continuam a ser entregues aos homens. Mulheres não entendem de vinhos. Mulheres não entendem de carros. Mulheres não entendem de investimentos financeiros. A visão sobre as mulheres segue pautada por opiniões antigas. Mas não elas, que, como sabem os olhos mais atentos, não param de se atualizar e de se lançar a novas aventuras.

Denise Gallo e Renata Petrovic são sócias da Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino. A coluna Uma a Uma ajuda a entender melhor e desvendar as várias faces da mulher contemporânea.


Fonte: http://vilamulher.com.br


terça-feira, 29 de abril de 2014

O Vinho Está Cada Vez Mais Feminino

Foto Divulgação

Na Antiguidade, as mulheres eram proibidas de experimentar qualquer bebida alcoólica e o vinho era a bebida alcoólica mais popular. Imaginem só, em alguns países a condenação chegou a ser bem severa, dando direito ao marido de pedir o divórcio, caso a regra fosse descumprida. O tempo foi passando e na Europa houve a necessidade de se controlar o consumo de vinho. Então, durante muito tempo, os maridos quando voltavam para casa, beijavam suas mulheres na boca, não por carinho, mas para descobrir se elas tinham ou não bebido vinho. Daí para frente, a arte de beijar na boca foi se expandindo, se expandindo… O tempo passou mais um pouco e os casais foram apreciando cada vez mais esse comportamento romântico. No início do século XX os franceses deram um jeito de apimentar o beijo na boca, tornando-o mais demorado etc. e tal e tal e coisa. Quem diria, que esse hábito delicioso de beijar na boca tinha a contribuição remota do vinho, hein?
E o que era um universo exclusivamente masculino, delicadamente, foi sendo invadido por mulheres em todo o mundo. Pesquisas de mercado indicam que elas, além de grandes consumidoras de vinho, também são responsáveis pela escolha da bebida que será servida durante as refeições. O público feminino possui grande capacidade analítica em relação ao que consome, além dos sentidos femininos serem mais sensíveis que os masculinos… Calma, meninos, só estou repetindo o que já foi amplamente divulgado pela literatura especializada. Mas vejam bem, se o mundo em volta do fogão era, até bem pouco tempo, espaço exclusivo feminino e agora está sendo divinamente pilotado por homens, com os vinhos está acontecendo o mesmo. Desculpem!
Hoje, nós mulheres, sabemos escolher, comprar e harmonizar vinhos com os pratos. Aprendemos realmente a impressionar e seduzir um pretendente ou encantar convidados com o nosso bom gosto. Estamos virando especialistas em escolher vinhos, servindo-o à temperatura correta para melhor percebermos seus aromas, degustando e apreciando cada fase do vinho na taça. Conclusão: nós mulheres não consumimos vinho por ele ser docinho, ser uma bebida alcoólica ou porque está na moda, mas porque temos prazer em degustá-lo! Estamos arrasando, meninas! Ok, ok… reconhecemos que vocês também estão mandando bem na cozinha, meninos! Bom, fora a brincadeira, a verdade é que esse preconceito histórico e cultural precisa acabar, tanto na gastronomia quanto na enologia. Ambas as áreas precisam de mão de obra e apreciadores com bom olfato, sensibilidade, paladar, dentre outras coisas e isso independe de sexo, não é mesmo?
Confesso que quando descobri a existência do vinho a minha vida mudou da água para o vinho, literalmente. Eu não entendia absolutamente nada sobre o mundo do vinho, mas estava fascinada em descobrir aquele instigante mundo dos sabores, dos aromas e das cores. Por que os conhecedores de vinho giravam a taça, aspiravam profundamente e pareciam mastigar o líquido? Eu adorava observar esse ritual. As surpresas começaram  logo no início com o prazer de ter nas mãos uma boa taça de vinho, sentindo a sensação de segurá-la e curtindo o líquido com o vinho escolhido. Iniciei apreciando os brancos leves e jovens, e aos poucos fui exigindo mais e mais. Logo estava escolhendo os tintos mais encorpados, com mais personalidade. Descobri que a variedade de uvas e países que produzem vinho é infinita. A experiência de degustar e apreciar cada um deles traz uma satisfação diferente ao paladar. Não importa qual intimidade você tenha com o vinho, se for um branco, rosé, tinto ou espumante, o importante é procurar se relacionar com ele, perceber sua singularidade e ser feliz! Ah, homens, atenção: a maioria absoluta das mulheres acreditam que a presença de uma taça de vinho ajuda no sucesso de um encontro! Então, não percam tempo e dediquem um brinde à mulher! Adoramos isso.
A cada ano mais e mais mulheres procuram informações em livros especializados no assunto. Na última década, definitivamente, as mulheres entraram pra valer no mundo profissional vinícola. As inscrições em cursos de enologia no Brasil já dividem os gêneros em 50%. O mundo feminino tem viticultoras, enólogas, sommeliers, críticas e jornalistas especializadas, que definitivamente vieram para ficar, fazendo com que o vinho fique cada vez mais feminino.
Uma prova dessa explosão feminina no mundo dos vinhos é o nascimento da Confraia Mulheres e Vinho, concebida por Aline Leite, com o propósito de aproximar a mulher pernambucana do vinho. O OF esteve no primeiro encontro do grupo, na última quarta-feira (11/04/13), no Restaurante O Juanito, em Boa Viagem, Recife, onde foram feitas cinco harmonizações. O evento marcou o primeiro encontro da Confraria, reunindo 30 mulheres apreciadoras de vinho, onde ouvimos a palestra “Mulheres e o Vinho”, proferida pelo enófilo José Luiz Spencer.
Segundo Aline Leite, fundadora da Confraria Mulheres e Vinho, esses encontros não se limitarão a eventos gastronômicos em restaurantes, mas incluirão palestras, work shops, visitas à vinícolas e adegas dentro e fora dos limites do Estado de Pernambuco, onde as estrelas principais serão as mulheres e o vinho. Aline conta que está organizando uma viagem ao Chile, cuja programação incluirá um circuito de vinícolas interessantíssimo para as confreiras. Se você está em Pernambuco e aprecia vinho como nós do OF, esta é uma ótima oportunidade para entrar em contato com a Confraria Mulheres e Vinho e associar-se. É de graça. Mais informações pelo fone 81. 88098063.
Aline Leite, fundadora da Confraria Mulheres e Vinho.
Aqui no OF sempre haverá espaço para você, inclusive para suas histórias com o vinho. Então, se você tem uma experiência interessante com esse líquido dos deuses, mande para nós que teremos o maior prazer em compartilhar com nossas(os)  observadoras(es). Entretanto, eis ponto de vista do OF: consumir vinho sempre, degustando cada gole com paixão, responsabilidade e muita moderação!
Tim-tim!

Fonte: http://observatoriofeminino.blog.br 
Por Rose Blanc

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